O que é Ágora?

A ágora manifesta-se como a expressão máxima da esfera pública na urbanística grega, sendo o espaço público por excelência. Era nela onde ocorriam as discussões políticas e os tribunais populares: era, portanto, o espaço da cidadania. Por este motivo, a ágora era considerada um símbolo da democracia direta, e, em especial, da democracia ateniense, na qual todos os cidadãos tinham igual voz e direito a voto.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ORQUESTRA DE MALANDROS**

Hoje parei para tentar interpretar a música de Câmara santa-cruzense... Confesso que esse tipo de interpretação não é fácil. Não é como ler um livro onde colocamos os pés nas pegadas do autor para sentirmos por nós mesmos os lugares percorridos por ele. É o real-comum. É a visualização coletiva. É o cheiro igual. É o som que não se ouve de tanto que se escuta. Escutar?! Parei hoje para ouvir. Pois enquanto a orquestra insiste em executar o mesmo movimento (Synphony nº 11. Oppus. 17), ouvirei atento e reclamarei às massas “escutadoras” para que a OUÇA com mais atenção. Visto que sabemos bem o que se faz com massa, não? Massa se molda...
Contudo, não entendo tanta insistência da parte de nossos músicos para a execução dessa obra, já que noventa e dois por cento de seu público a desaprovou. Pelo jeito, para algumas coisas, esses nossos tocadores são bem surdinhos!
Quanto à representatividade... Pra quê? Nós – os ouvintes – já recebemos a música corrompida e reduzida em apenas duas notas: a da oposição e a da situação. No entanto, na insistência dos sons, acabamos por nos acostumar com a cacofonia desses dois acordes, mas melhor do que dois representados por onze ou dezessete, seriam ideais as tradicionais sete (dó, ré, mi, fá, sol, lá, si), todas em tons diferentes – sem direita ou esquerda. Afinadas à vontade de seus maestros: o povo.
Se “os donos” dessa orquestra de Câmara não escutam, nós é que devemos fazê-los nos ouvir e não aceitar mais essa péssima orquestração. Devemos mostrar que detestamos músicas ruins... Ainda mais as que são tocadas por instrumentistas que não ouvem seu público, que foi contrário à qualidade do Oppus. 17. Que tipo de perversão se esconde na insistência desses acordes?
Precisamos ficar atentos, uma vez que eles (os músicos de Câmara...) estão lá, à espreita, insistindo a fazer se perder a nossa música no gosto insípido de suas próprias criações.  Pena que às vezes esquecemos que a batuta do maestro está em nossas mãos é só exigir mais seriedade de seus tocadores, a seu gosto, e rearranjar a acústica dessa Câmara. 

** Como os representantes populares da cidade de Santa Cruz do Sul, dotados de uma arrogância tremenda, passaram por cima da vontade do povo (aumentaram seu número de 11 para 17 vereadores), dedico essa pequena alegoria a esses filhos da pu...trefação. Pois estive lá na Câmara segunda-feira e não gostei da música que foi tocada por lá.... É difícil acompanhar falatórios inescrupulosos e ainda ter que ficar quieto. Sinto-me um caco e, mais ainda, impotente perante o caso... Espero que o leitor perdoe minha fraqueza!

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