Existe uma cidade no interior do Rio Grande do Sul, cujo nome outrora fora Vila Tereza...
Explico: quando Santa Cruz do Sul emancipou-se de Rio Pardo, recebeu o nome que aderiu a um campo claramente cristão no que concerne ao valor simbólico da Cruz Santa... Assim, décadas mais tarde, de igual forma, gerou-se outra emancipação: o antigo Distrito Vila Tereza, então território santa-cruzense, passou a ser também independente... Nesse processo, Vera Cruz foi o nome eleito para o então município, pois, em oposição a Santa Cruz, a “verdade” soou melhor quando se pensou na origem da Cruz Santa. “Vera” (verdadeira) mais Cruz, equacionando, enfim, Vera Cruz: a verdadeira cruz.
Dito isso, quero demonstrar que dentro dessa cidadezinha do interior do Estado, para surpresa dos desesperançados, existe um lugar onde as coisas estão acontecendo... Em contraste aos que têm apenas fé, ou a perderam de vez, ainda há um lugar onde existe a fé-com-ação, uma vez que sem ação a fé não passa de uma vontade perdida nos mistérios dos pura-fé (os que reclamam e não agem).
Foi na localidade conhecida como Bairro Cipriano de Oliveira, no município de Vera Cruz - RS, que a fé foi desvendada. Pois, cansados de esperar, os moradores acabaram por agregar a seus desejos ações que tomaram forma na expressão de uma associação de moradores. A ideia foi criando corpo quando alguns homens que, já desiludidos com a espera de promessas que nunca se cumpriam, resolveram atuar em mecanismos cooperativistas (limpando eles mesmo os canteiros principais das ruas, mantendo a integridade dos bens públicos como a limpeza do terreno onde hoje fica a sede da associação, encontrando-se para criar estratégias para o desenvolvimento do bairro junto a representantes políticos, enfim, cobrando e fazendo).
Aqui, como podem estar pensando alguns “homens de fé”, nada está sendo conseguido apenas com rezas conferidas a santos e “santinhos”. Aqui a verdadeira cruz foi – e ainda está – sendo carregada por homens que, na união de forças, já conseguem demonstrar exemplos bastante claros para aqueles que só trabalham mediante gordas remunerações e empenhos egoístas mascarados em belos discursos que teimam em se repetir a cada quatro anos...
Espero que a verdade do trabalho desses homens simples sirva de norte para que se instaure o alívio e a distribuição do peso dessa cruz com nossos atuais políticos (homens do povo).
Por fim, peço aos nossos líderes que não neguem mais suas “Veras Cruzes”!
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